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Portugal Ano Zero é uma exposição com curadoria de José Luís Neves, Luis Pinto Nunes e Susana Lourenço Marques, que reúne uma extensa e inédita selecção de livros de fotografia com trabalho de fotógrafos portugueses e estrangeiros, provenientes de diversas colecções privadas e públicas, nacionais e internacionais.

Revelando a efervescente prática editorial que se desenvolveu no pós 25 de Abril de 1974, trata-se de uma perspectiva histórica abrangente deste período, que vai dos primeiros manifestos na denominada small press às apropriações contemporâneas experimentadas por Alexandre Estrela em Merda (2006).
Os núcleos centrais da exposição são composto por livros de fotografia que — a par de matéria impressa gráfica, fotografias e filmes — percorrem os primeiros eventos da revolução, as movimentações contra-revolucionárias que emergiram durante este período, a documentação recorrente de práticas de arte de rua e protesto, o processo da reforma agrária e o papel da mulher na revolução.
Cruzando a produção de matéria impressa fotográfica produzida nos primeiros anos da revolução, dentro e fora do país, são destacados trabalhos de fotógrafos internacionais que realizaram livros, zines, jornais e exposições sobre este período revolucionário, desde a exposição multimédia publicada no livro Bewustwording in Portugal (O Despertar de Portugal) criada por Arno Hammacher em 1978 nos Países Baixos até à fotonovela Iberische Idylle (Idílio Ibérico) realizada por Bart Sorgedrager em 1985 e publicada um ano depois na Crónica Feminina.
A este conjunto de imagens da segunda metade do século XX, acrescem obras comissariadas a autores portugueses que desenvolvem trabalho a partir da selecção dos livros de fotografia expostos, como são exemplo o artista sonoro Pedro Augusto ou o fotógrafo Dinis Santos.

 

«Portugal Ano Zero» é um dos 45 projetos apoiados pelo programa «Arte pela Democracia», uma iniciativa da Comissão Comemorativa 50 anos 25 de Abril em parceria com a Direção-Geral das Artes.

O Programa «Arte pela Democracia» promove projetos artísticos que se enquadrem nas Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril e que contribuam para a reflexão sobre a relevância deste acontecimento na construção da democracia.

É dirigido a projetos artísticos nas áreas das artes visuais (arquitetura, artes plásticas, design, fotografia e novos media); artes performativas (circo, dança, música, ópera e teatro); artes de rua; e cruzamento disciplinar.

A primeira edição, lançada em 2023, teve uma dotação orçamental de um milhão de euros. Selecionou um total de 45 projetos, que abrangem todo o país.

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Acesso Livre

#50anos25abril