
Os movimentos estudantis deram um contributo inequívoco para o derrube do Estado Novo e a democratização do País. Os anos finais da ditadura foram tempos de movimentos estudantis sucessivos, apesar de o Governo, querendo circunscrevê-los num tempo com princípio e fim, os designar, eufemisticamente, como “crises académicas”. Encontrando formas de comunicação e de ação coletiva cada vez mais comprometidas com as oposições e com a contestação da guerra colonial, a ousadia dos estudantes ajudou a construir um outro país.
A Exposição «Primaveras Estudantis: da Crise de 1962 ao 25 de Abril» tem acesso livre todos os dias, das 8h00 às 20h00. Está patente no átrio principal do ISEL até ao dia 28 de abril.
Esta mostra, com design expositivo de António Viana, é uma iniciativa da Comissão Comemorativa 50 anos 25 de Abril que já passou por Coimbra, Évora, Covilhã, Paredes de Coura e Porto. Resulta de uma adaptação da exposição original com o mesmo título, exibida anteriormente em Lisboa, no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, entre março e setembro de 2022, e em Coimbra, no Convento São Francisco, entre dezembro de 2022 e março de 2023.