Os militares que tomaram o poder concordavam com a necessidade de uma saída política para a guerra, mas discordavam sobre as suas implicações. Fruto de um compromisso com o general Spínola, o Programa do MFA era ambíguo. A autodeterminação era sinónimo de independência? Quem seriam os interlocutores negociais?
Impacientes, os movimentos independentistas, reconhecidos pela comunidade internacional como únicos representantes dos respetivos povos, exigiam negociações rápidas. Aos apelos nas ruas de “nem mais um soldado para as colónias”, juntou-se a ameaça de entrega das armas por algumas unidades. O MFA consegue impor a sua estratégia negocial a Spínola que se demite.
Entre setembro de 1974 e novembro de 1975 todas as ex-colónias se tornam independentes, à exceção de Timor-Leste, onde o processo foi interrompido pela invasão indonésia.










